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sexta-feira, 20 de abril de 2012

Algumas considerações sobre uma viagem maravilhosa a Santa Catarina

Olá!

Neste Carnaval, resolvi mudar. Decidi não ir para Olinda, uma das grandes paixões da minha vida. Confesso que não foi fácil esquecer do sobe e desce na Ladeira da Misericórdia. Mas eu queria mudar. Talvez seja o mal dos geminianos - a mesmice não me atrai.

Comprei a passagem para Florianópolis meio que na roleta russa. Entrei no site de uma companhia aérea que estava com tarifas promocionais, procurei por alguns destinos que tenho vontade de conhecer e escolhi a partir do princípio do melhor "custo/benefício". Foi assim, meio despretensiosamente, que nasceu a minha aventura por Santa Catarina.

Vale ressaltar, no entanto, que neste primeiro post não vou me aprofundar em dicas do que fazer ou não no Estado. Prometo, caro leitor, que - em breve - faço minhas considerações sobre o turismo no local.

Mas voltando para essa que (até agora) foi a viagem mais louca da minha vida, louca porque saí de verdade da minha zona de conforto. Depois que comprei a minha passagem por impulso, convidei alguns amigos para me fazerem companhia. Afinal, o Carnaval não é a data mais adequada para uma mulher viajar sozinha. O fato é que não consegui companhia para a minha empreitada e só me restava criar coragem, planejar a viagem e cair na estrada SOZINHA.

Nisso, um amigo de São Paulo sugeriu que eu passasse o Carnaval em Laguna, litoral sul de Santa Catarina. Pesquisei e descobri que Laguna tem o melhor Carnaval dessa região. Ainda pela internet, achei um grupo que estava dividindo uma casa na cidade e, na cara de pau, perguntei se ainda tinha vaga. Acabou dando certo e fui "aceita" na casa. Bom, meu planejamento ficou mais ou menos assim: dois dias em Laguna, dois em Floripa e um no Beto Carrero.

Depois disso, o desafio era descobrir como chegar à tal Laguna e estar disposta a encarar qualquer imprevisto que aparecesse. E lá fui eu, com o friozinho na barriga de quem não sabe o que vai encontrar pela frente e com a sensação maravilhosa de me surpreender com o imprevisível, seguindo sozinha para o meu destino.

Linda Laguna - muito prazer em te conhecer
E quer saber? Apesar de ninguém entender ao certo o que uma cearense queria  viajando sozinha para passar o Carnaval no sul de Santa Catarina, minha viagem foi ótima. Fui super bem recebida pela moça responsável pela casa, a Agna (hoje minha amiga), e por todo o grupo da casa.  Em breve, conto mais detalhes das minhas aventuras pelo Sul do Brasil.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Mulher sozinha é diferente de mulher disponível...

Caros leitores, ao contrário do que alguns possam estar pensando, este post é sim relacionado a viagens. Ele é dedicado a mulheres que, assim como eu, viajam sozinhas. Não sei por qual motivo a mente masculina (pelo menos na maioria dos casos) relaciona o fato de uma mulher viajar sozinha com o fato de que ela está disponível. Nem sempre que uma mulher puxa conversa ou te dá atenção significa que ela está te dando bola...
Já viajei sozinha algumas vezes. Em todas as viagens, conheci pessoas interessantes. Mas, em todas elas, conheci também alguns homens que queriam se aproveitar do fato de eu estar viajando sozinha. Portanto, queria dar um conselho às amigas viajantes solitárias: conhecer pessoas é bom, mas cuidado com os aproveitadores!
Uma vez, no Rio de Janeiro, peguei um ônibus na frente da Rodoviária Novo Rio para ir até o Cristo Redentor (um percurso meio longo) e sentei ao lado de um senhor que aparentava ter uns 60 anos. Perguntei apenas onde eu descia para ir ao Cristo. Ele percebeu o meu sotaque, começou a puxar conversa e disse que aquele ônibus não passava tão perto, que eu precisava descer e pegar outro. Meio desconfiada, perguntei a um outro passageiro se aquele coletivo realmente não passava no Corcovado. Ele também disse que eu tinha que descer.
Então, pedi para eles me indicarem a parada. O tal senhor disse que eu não me preocupasse, que ele ia descer na mesma parada. Quando descemos, ele me convidou para ir tomar uma água na casa dele. É claro que eu não aceitei. Ele ficou meio ofendido, disse que no Rio as pessoas eram gentis. Ele ficou lá na parada insistindo, dizendo que não ia fazer nada, e eu me tremendo de medo... Entrei no primeiro ônibus que passou, fiquei umas duas horas rodando no Rio, mas cheguei salva ao meu destino. Até hoje, não sei as reais intenções daquele senhor. Preferi não descobri-las. Sigo um ditado que minha mãe me dizia na infância: "Nunca aceite nada de estranhos, minha filha". Falando na minha mãe, nunca a contei esse episódio. Ela poderia ficar receosa com o fato de eu sempre viajar sozinha.
Portanto, caras amigas viajantes, viajar sozinha é maravilhoso, mas requer uma série de cuidados a mais. Adoro conhecer pessoas, falo pelos cotovelos, porém sou extremamente desconfiada...

Obs: Vou ficar alternando dicas de viagens e relatos, ok? Ainda tenho muita coisa sobre Porto para contar... Beijos e ótimo fim de semana! Ah, vou postar uma foto da época em que fui sozinha ao Rio!