domingo, 14 de julho de 2019

Meu roteiro de cinco dias em Noronha

Nesta postagem, vou descrever o que fiz em cinco dias em Noronha! 
Antes de qualquer questionamento, não tenho certeza de ter feito as melhores escolhas ou de ter aproveitado ao máximo o meu tempo. O que sei é que foram dias maravilhosos e que valeram muito a pena. 

1º dia: Cheguei à Ilha no voo de 15h45 (que chegou atrasado). Recomendo (acho que já falei em outra postagem) chegar mais cedo na Ilha. Como meu voo já chegou no final do dia, não quis correr o risco de perder o por-do-sol. Mostrei o comprovante do pagamento da taxa, passei pela catraca e segui correndo ao ponto de táxi. Entrei no táxi, pedi ao taxista para parar no ponto do ICMBIO (mas ele informou que teria que abrir outra corrida). Então, descartei na hora (ao invés de pagar R$ 23,00, eu iria pagar R$65). Cheguei ao hostel e a atendente foi me explicando todas as regras lentamente (eu já estava desesperada). Quando ela me liberou, corri para o banheiro, troquei de roupa, guardei as minhas coisas e fui encontrar um casal de amigos que estava no Forte de Nossa Senhora da Conceição para ver o por-do-sol. Lugar lindo e que vale a pena conhecer! Após o por-do-sol, pegamos um ônibus e corremos para o ICMBIO. Fizemos a carteirinha e já reservamos as nossas trilhas. Só não havia disponibilidade para a trilha de São José, que só pode ser feita a pé com maré baixa. Ao contrário, ela precisa ser feita nadando. Na semana em que eu estava em Noronha, só havia um horário com 16 vagas. Ou seja, deve ter se esgotado voando. Depois disso, voltamos para a Vila dos Remédios, compramos itens básicos (como água de 1,5L) no supermercado e voltamos cada um para a sua pousada. Mais tarde, encontrei meus amigos novamente para jantar. Eles pararam numa hamburgueria gourmet (sanduíches a R$38) e eu achei caro. Preferi uma coxinha com refrigerante do supermercado (R$20). Por fim, fomos ao samba (entrada R$30), que eles não quiseram entrar.

Forte de Nossa Senhora da Conceição

2° dia: Fizemos o Ilha tour (que eu já especifiquei em outro post). À noite, jantei no Tio João (quentinha a R$30) e seguimos para o forró do Bar do Cachorro (entrada R$ 20). 

                                                              Linda vistado Mirante do Sancho

3º dia: Pela manhã, fizemos o passeio de barco (na minha concepção, é um passeio que não vale a pena), comprei quentinha no Tio João (R$25,00 se for para levar) para o almoço e a agência me pegou à tarde para o Prancha Vip (um dos melhores passeios de Noronha). A lancha da Primeiríssima sai com 16 pessoas no máximo, que serão divididas em dois grupos para a atividade da prancha. Na prancha, você coloca sua máscara de snorkel e pode contemplar a vida marinha enquanto a lancha te puxa. É sensacional! Após esse momento, há um momento par banho e um churrasco de peixe para todos a bordo (incluso no preço), com pão, farofa e sobremesa (nego bom - doce típico da região). Por fim, todos contemplam um belíssimo por-do-sol. Ao voltar para o porto, a van da Primeiríssima leva todos de volta aos hotéis. Neste dia, à noite, meus amigos foram jantar no badalado Xica da Silva (desisti pelo tamanho da fila e pelo cardápio) e eu fui para o Flamboyant com uma amiga. o Flamboyant tem um dos melhores custos-benefícios da Ilha. O ruim de lá é o atendimento. Depois disso, fomos ao Muzenza, que tinha música ao vivo.

                                                             Passeio de Prancha Vip


4°dia: Às 11h, tínhamos o agendamento da trilha do Atalaia. Assim, ficamos com a manhã meio que perdida. Aproveitei para acordar mais tarde, pois o ritmo de acordar cedo para passeios + andar muito a pé + noitadas estava acabando comigo. Saí umas 10h20 para a parada e perdi o ônibus. Tive, então, que pegar um táxi para não perder o meu horário de saída para a trilha. Vale destacar que o ICMBIO é bem criterioso com os horários. Assim, faça tudo para não perder o horário A trilha (fiz a curta) é tranquila, com meia hora de ida + meia hora mergulhando + meia hora de volta. O visual é fantástico, mas confesso que fiquei agoniada com esse controle intenso de horários. Quase não tirei fotos desse dia. Após a trilha, fomos almoçar no Varanda, que fica bem perto da entrada da trilha. Lá no Varanda, escolhi o famoso prato de camarão para ganhar o pratinho de lembrança (falarei das opções gastronômicas mais para frente). Depois do almoço, segui sozinha (de ônibus) para a Praia do Porto, onde fiz o meu mergulho. Escolhi a Sea Paradise (mergulho de R$280 à vista ou R$ 300 no cartão) + ensaio fotográfico de R$150,00. (Também farei uma postagem só sobre o mergulho). O que posso adiantar é que foi uma experiência fantástica! Uma das melhores da minha vida. Vale cada centavo. À noite, comi um lanche no hostel mesmo e fomos novamente para o forró do  Bar do Cachorro. 
Mergulho na piscina do Atalaia

5º dia: Eu também tinha trilha marcada para as 11h. Dessa vez, era a do Abreu. Fiquei relutante se faria ou não. Afinal, era meu último dia para aproveitar a ilha e o horário quebrava qualquer roteiro. Como badalei na noite anterior, não consegui acordar cedo. Mesmo assim, fui para a parada de ônibus às 9h, pois queria voltar ao Sancho. No entanto, nada do ônibus passar. Lembrei que as pessoas sempre falaram das caronas de Noronha. Comecei o meu mantra pedindo uma carona. De repente, um buggy parou e ganhei minha carona. Segui para o Sancho. A moça do buggy informou, no entanto, que eu pedisse carona depois que descesse, pois a trilha era longa. Tentei carona, mas não consegui. Andei feito uma condenada para chegar no ponto de apoio do Sancho. Consegui chegar antes dos grupos. Então, consegui aproveitar bastante o mirante. Quando os grupos chegaram, no entanto, tive que disputar os pontos de fotos. Senti falta de alguém para tirar as minhas fotos, pois é uma agonia do povo querendo a melhor pose e os guias só tiram fotos mesmo do povo que está com eles. Consegui fazer ainda algumas fotos ao me oferecer para tirar as fotos do povo. Este foi o primeiro dia do meu roteiro em que o tempo não estava bom e acabou chovendo. Com a chuva, resolvi chamar um táxi para me levar até o Sueste (local de onde sai a trilha do Abreu). No entanto, não havia sinal no meu Tim, e não consegui nenhuma alma caridosa para chamar um táxi para mim. Com isso, acabei pedindo carona para um casal que estava indo embora do Sancho também. Eu disse que ia para o Sueste e, coincidentemente, eles também iam para lá. Ao chegar ao Sueste, tentei me comunicar com a minha amiga, mas não consegui. Esperei até o horário da saída da trilha e como ela não chegava, resolvi começar a trilha, pois ela já podia ter começado. Só havia lama no caminho. Não tem ponto de apoio no início da Trilha do Abreu e você se sente perdido numa ilha deserta, literalmente. Depois de muito andar, de acabar meu tênis na lama e de quase desistir, apareceu uma casa no caminho (cheia de porcos e sucatas). Chamei pelo dono até ele me atender. Perguntei como fazia para chegar à trilha do Abreu e ele disse que eu estava no caminho certo, mas ainda ia andar muito. Segui, em frente, na esperança de encontrar a minha amiga. Fiz toda a trilha sozinha até a parte de descer pela corda. Nessa hora, pensei em desistir. Quando menos espero, minha amiga chegou e me encorajou a descer. Fizemos a trilha, contemplamos a natureza, tiramos lindas fotos e voltamos. Sofri nesse dia. No final, fomos almoçar no Flamboyant e, de lá, fomos ao Bar do Meio para ver o por-do-sol. O Bar do Meio é lindo, badalado e muito caro. No entanto, vale a pena dar uma passada por lá. À noite, lanchei no hostel e, de lá, fui com o povo para o reggae no Duda Rei. É uma festa fantástica! Você não paga entrada e é tipo um luau na praia. Eu ficaria até mais tarde, mas as meninas do hostel resolveram ir embora e fiquei com medo de não ter companhia para seguir. Eu estava morta e resolvi pegar um táxi para o hostel. As meninas concordaram e fomos juntas.
Eu, sozinha, fazendo a Trilha do Abreu

Porquinhos nada dóceis na Trilha do Abreu

No dia seguinte, fiquei esperando o transfer da Primeiríssima e fui para o aeroporto. Foi mais ou menos assim a minha experiência em Noronha. Vou tentar explicar melhor alguns pontos em outras postagens! 


Fazer ou não Ilha tour em Noronha?

Uma pergunta muito comum quando se fala sobre a viagem a Noronha é fazer ou não o Ilha tour. Há quem diga que o programa é indispensável e há quem diga que é perda de tempo e de dinheiro. 
Fiquei com muita dúvida sobre esse passeio antes de fazer a minha viagem. Afinal, fui com o orçamento limitado e precisava tomar decisões assertivas a respeito dos meus gastos. 

Deixei para fechar os meus passeios somente em Noronha, apesar de ter pesquisado bastante antes e já ter algumas agências recomendadas. Não vi nenhuma agência que as pessoas não indiquem da ilha. Há as que são mais famosas e têm um transporte diferenciado e cobram mais caro e há as que são mais populares e cobram mais barato. Inclusive, os guias (creio que a maior parte) não são fixos de uma agência, como contou o meu guia do Ilha Tour. Fechei com a Primeiríssima e, no dia anterior, ele havia guiado um grupo da Atalaia (agência mais cara e badalada de Noronha). Pela agência que fechei, o passeio era composto por um grupo de 10 pessoas num carro 4 x 4 adaptado, transportando seis pessoas na parte externa e quatro na parte interna.

O passeio começa por volta das 8h da manhã e a agência foi bem pontual nesse dia. Ela passa nas pousadas e depois se dirige ao Mirante do Sancho (nossa primeira parada). Lá, temos um ponto de apoio (para compra de comidas, água e ida ao banheiro). Depois, você começa a ver as paisagens mais famosas de Noronha e entende porque você está num lugar tão especial. Você faz uma pequena trilha numa passarela de madeira e curte os melhores pontos para fotografias. 



Após isso, o grupo desce na famosa escadinha do Sancho. Há fila e horários para descer e para subir. A descida na parte da escada de ferro não é tão ruim e dá para ser feita sem medos. A parte que vem depois é pior. Ao descer, o grupo é liberado para mergulho (não há a obrigação de uso de colete). Depois, conhecemos a Praia do Leão e paramos para almoço. Depois, fomos ao museu do Tubarão, ao Sueste, à Baía dos Porcos (lugar mais mágico de Noronha para mim) e encerramos com um por-do-sol no Fortinho do Boldró. Após o por-do-sol, todo mundo volta para o carro e o guia sai deixando nas pousadas. 

Pelo que vivenciei, ouvi de outras pessoas e li nos relatos, vou colocar um "vantagens e desvantagens" de cada opção:

Ilha tour em grupo:



Vantagens:
- O preço. A Primeiríssima cobra R$ 200,00 por pessoa, mas oferece descontos se você fechar mais de um passeio;
- O guia para tirar as suas fotos. Os guias são experts em fotos e vão te colocar nas melhores posições para fotos;
- A comodidade de não andar muito entre os destinos nem ficar esperando por horas o ônibus da ilha; 
- Conhecer pessoas legais.

Desvantagens:
- Você tem pouco tempo para tirar as suas fotos, pois você está num grupo grande;
- Você vai dividir as atrações com outros grupos, pois as agências seguem - basicamente - o mesmo roteiro;
- A possibilidade de ter pessoas chatas no seu grupo. No meu, havia uma menina que queria monopolizar o guia. Ela, inclusive, levou vários looks para ficar trocando nas fotos dela. 

Indicado para:

a) Quem não quer gastar muito;
b) Quem tem pouco tempo e quer conhecer um pouquinho de tudo; 

Após o Ilha tour coletivo, você pode voltar sozinho aos pontos turísticos que você mais gostou. 

Ilha tour individual:

Vantagens: 
- O guia só para você. Isso significa mais fotos!
- Vocês podem alternar o horário da visitação nas atrações turísticas e fugir dos grupos. Assim, você pode aproveitar com mais calma cada lugarzinho da ilha. 

Desvantagem:
- Praticamente, o custo. Esse tipo de serviço exclusivo não sai por menos de R$ 700,00. Além disso, alguns guias cobram pelas fotos à parte. 

Não fazer o Ilha tour:

Vantagens: 
- Economizar uma grana;
- Escolher os locais que você quer visitar;
- Fugir dos horários mais lotados;
- Ficar o tempo que quiser em cada atração. 

Desvantagens: 
- Você vai andar muito a pé! Muito mesmo...
- Os ônibus na ilha demoram bastante...
- Se você alugar um buggy, você terá um custo altíssimo, pois o aluguel sai caro e a gasolina também. 
- Não ter o guia para te contar a história de Noronha. Sim, isso faz falta!

Depois dos prós e contras, avalie a melhor opção para você e curta Noronha! 


sábado, 22 de junho de 2019

Como economizar numa viagem a Fernando de Noronha?

Antes de descrever algumas estratégias que você pode utilizar para economizar numa viagem a Noronha, preciso destacar que - no geral - o destino é bastante caro (de lembrancinhas a refeições). Você até consegue economizar, mas vai gastar uma boa grana para fazer essa viagem. Sendo assim, como otimizar os custos na Ilha?





A minha primeira dica é que você guarde uma grana para viajar a Noronha e, ao invés de escolher uma data, espere que ela te escolha. Com o dinheiro reservado, acompanhe diariamente as promoções de sites como "Melhores Destinos" e " Passagens Imperdíveis". Foi dessa forma que comprei ida e volta (com taxas) de Fortaleza para Noronha por R$520,00. A oferta era para o mês de junho, pouco movimentado por ser um período chuvoso na Ilha e foi divulgada com apenas um mês de antecedência. É o tipo de oportunidade que você precisa comprar sem pensar e depois ver como vai negociar esses dias no trabalho.

Depois das passagens compradas, decidi ficar em hostel (pelo fato de eu ter viajado sozinha e por as pousadas mais baratas em Noronha cobrarem uma média de R$300 por diária). No geral, as opções de hospedagem na localidade são simples, pois estamos falando de uma ilha. Você não vai encontrar grandes resorts com parques aquáticos em Noronha, até porque o fornecimento de água é bastante restrito e o seu uso deve ser feito de forma racional. Assim, o grande atrativo do local são as belezas naturais.

Por abrir mão de um quarto exclusivo, paguei R$385 por cinco noites no "Doce Lar Hostel", o melhor custo-benefício de Noronha. O Doce Lar é fantástico, mas você vai precisar andar um pouco. Há outros hosteis bem localizados e mais caros.

Outro ponto que vai te ajudar bastante a reduzir gastos é você optar por andar a pé, de carona e de ônibus na Ilha, pegando táxi apenas eventualmente.

A última dica (e a que muita gente já deu) é levar sua bebida (depois ver os limites do que pode ser despachado por teor alcoólico) e alguns petiscos para evitar, ao máximo, gastos desnecessários. Particularmente, acho interessante intercalar refeições feitas no hostel com alguns bons restaurantes (para você não perder tanto tempo fazendo a sua comida e também poder experimentar a culinária local). Ah, quanto à água, acho exagero despachar. Lá, na Ilha, você vai encontrar uma garrafa de 1,5L custando de R$6,00 a R$10,00, dependendo do supermercado. A maior parte cobra R$6,00.

Mais para frente, vou fazer uma postagem só sobre refeições. 

O que você precisa saber antes de ir a Noronha?

Ir a Fernando de Noronha é um privilégio. Se você tem essa oportunidade, agradeça aos céus e entenda que você estará visitando um santuário da natureza.

Noronha vai muito além da famosa foto no Sancho (com o Morro Dois Irmãos ao fundo). O arquipélago é formado por 21 ilhas e ocupa uma área total de 26km2. A ilha principal (a que visitamos e é habitada) corresponde a um território de 17km2 . Sua população está estimada em cerca de 3.000 habitantes (entre nativos e pessoas que foram a trabalho para a região). O destino recebe, no máximo, 1000 visitantes por dia.



Em 1988, boa parte do território da ilha foi declarada Parque Nacional, visando a proteção e a preservação da fauna, da flora e dos recursos naturais lá existentes. O parque é administrado atualmente pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio). Para acessar a área (que inclui a Praia do Sancho, a Baía dos Porcos, a Praia do Atalaia, a Baía do Sueste, a Praia do Leão e a Baía dos Golfinhos), é preciso pagar uma taxa de R$106,00 para brasileiros e R$212,00 para estrangeiros (preço de junho de 2019). Além disso, é preciso seguir uma série de regras e horários

Noronha não é aquele lugar onde você vai usar o "jeitinho brasileiro". Lá, há regras. É preciso entender que a preservação da natureza está acima de qualquer interesse individual. Assim, se você não conseguir um determinado agendamento, não adianta chorar. Há limites de visitantes.

Na ilha, a água é dessalinizada. Na pousada em que fiquei, o abastecimento é feito de 15 em 15 dias. Já a energia é gerada a diesel. Ou seja, quanto mais energia usamos, mais estamos
contribuindo com a poluição local.

Quanto a medidas de preservação, desde o final de 2018, foi proibido o uso de embalagens descartáveis, tais como sacolas, canudos e copos plásticos.

Em relação a transporte, há duas linhas de ônibus que cruzam a localidade. Uma indo no sentido "Sueste" e a outra no sentido "Porto". O ônibus demora bastante (de 30 a 40 minutos). Há ofertas de táxi, mas a tarifa mínima é de R$23,00.

O custo de vida em Noronha é realmente acima da média de qualquer outro lugar no Brasil. Quem mora na região, mesmo ganhando bem, gasta muito também.

Um aluguel de um quarto pequeno custa, em média, R$2.000 - de acordo com um morador local. Aliás, quem vive em Noronha costuma visitar o continente quando tem oportunidade. É comum bater um tédio (que eles chamam de Neuronha).

Noronha tem uma escola infantil e uma escola convencional. Lá, há também um posto de saúde. Partos só são realizados em Recife (os custos desse deslocamento são pagos pelo administrador da Ilha).

É comum encontrarmos casebres e o acúmulo de entulhos nas casas. Isso porque o custo para se comprar qualquer coisa é alto. Assim, guarda-se coisas antigas na esperança de elas servirem no futuro.

A ilha é ligada ao estado de Pernambuco, tem um fuso horário diferente (uma hora a mais que Brasília) e não tem prefeito. Ela é gerida por um administrador indicado pelo governo de Pernambuco. Inclusive, o dinheiro arrecadado com a taxa de preservação ambiental (TPA), teoricamente, deve ser destinado por esse administrador à realização de melhorias em Noronha.

Valores da TPA:



quinta-feira, 3 de março de 2016

Cinco dias em Jericoacoara: a viagem e a hospedagem (parte I)

Eu estava precisando de férias, precisando de uns dias só para mim. Como a grana estava curta, resolvi visitar pela segunda vez um badalado e importante destino turístico aqui do Ceará: Jericoacoara.  Cheguei a procurar o passeio por agência, mas só vale a pena para quem viaja de casal e não era o meu caso. Eu iria sozinha para Jericoacoara, mesmo após alguns casos de violência contra a mulher terem sido registrados na região. Obviamente, viajei com medo. Mas não desisti da minha aventura.

Então, vamos lá: o que eu tenho de melhor e de diferente para contar a vocês sobre Jeri? Primeiro, que eu fui de ônibus pela Fretcar.  Comprei minhas passagens pelo site da companhia (fretcar.com.br). Ida e volta deu R$ 123,85 (indo de ônibus convencional e voltando de vip, com o trecho Jijoca/Jeri já incluso).

Como fui durante a alta estação, achei a empresa bem desorganizada na hora do trecho (Jijoca/Jericoacoara), tanto na ida quanto na volta. Na ida, por exemplo, não cabia todo mundo na jardineira (veículo utilizado para fazer esse trecho da viagem). Daí, foi preciso um carro extra.  Já na volta, a jardineira atrasou quase uma hora. Apesar dos contratempos, ainda é a opção mais em conta para a viagem.

Em relação à hospedagem, escolhi o Hostel Villa Chic (http://www.villachicjeri.com). Já postei em alguns lugares o quanto fui surpreendida positivamente pela organização e limpeza do local. Paguei R$65 por noite em quarto coletivo feminino. Meu maior medo era não ter tomada para todo mundo no quarto, pois o meu celular é daqueles dependentes contínuos de carga. Para a minha surpresa, quem projetou o hostel pensou nisso e havia uma tomada para cada cama (assim como uma luz individual). Então, fiquei bem feliz com isso. Os banheiros também eram limpos. Lógico que, às vezes, estavam ocupados, mas realmente não me estressei com isso. Tive sorte com as minhas parceiras de quarto.

Por fim, para eu terminar essa parte sobre hospedagem, outra preocupação que eu tinha era com os meus pertences, mas havia abaixo de cada cama um gavetão com locker e a chave ficava com você. Senti-me bem mais segura com isso. Ah, e o café da manhã é sensacional, nem parece de albergue. Bom, não estou ganhando um centavo para fazer divulgação. Falo porque realmente fiquei encantada e gosto de compartilhar experiências positivas com os meus leitores. Nas próximas postagens, vamos falar sobre personagens de Jericoacoara, por que vale a pena visitar, as baladas, onde comer... Uma Jericoacoara como você nunca viu! Bjs!




sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Jornalista de Férias no programa "TV de bordo"

Que a gente adora contar as histórias das nossas viagens você já sabe, né? Mas agora a gente contou através do programa "TV de bordo" uma das nossas histórias preferidas. Se você quiser pular direto para a nossa participação, é só rodar a partir do 4:27.


segunda-feira, 6 de abril de 2015

Angra dos Reis por agência: pontos positivos e negativos dessa viagem

Olá, amigos viajantes!

Tirei uns dias de período sabático: aquele momento da vida em que é preciso repensar várias coisas e que você dá um freio em tudo. Então, resolvi conhecer um lugar que eu sempre quis ir, mas nunca tinha tido a oportunidade de realizar.

Resolvi fechar um "bate-e-volta" pela "Carioca Rio", que terceirizou o passeio com a "Tourist Club". Segundo o guia, isso é comum. Bom, o micro-ônibus estava bem conservado e a agência foi super pontual.

A viagem para Angra saindo do Rio de Janeiro é bem cansativa, pois são três horas de viagem. Saímos às 9h e chegamos lá por volta de meio dia. Inclusos no pacote estavam, além do transporte em van e o almoço, a viagem de veleiro e três paradas durante o percurso. As paradas são: na Ilha de Cataguás, na Lagoa Azul e na Ilha de Freguesia de Sant'Anna.

O passeio é ótimo, apesar de cansativo. Na Ilha de Cataguás, vale relaxar na piscina natural. Já na Lagoa Azul, num ponto do mar de maior profundidade, você nada ao lado de vários corais. Uma oportunidade impagável.

O único ponto negativo que destaco do pacote é o almoço. Entendo que é um "almoço caiçara". No entanto, o nível das comidas servidas é muito fraco. Fiquei com a sensação de estar almoçando naqueles bandejões de restaurante universitário. Creio que, pelo número de turistas que eles recebem diariamente, vale a pena rever a qualidade e a variedade de comidas oferecidas no almoço. Caso não seja possível, nem precisa oferecer "almoço no pacote".

No retorno, pegamos uma chuva muito forte. E o motorista não nos deixou no hotel, conforme acordado ao comprar o pacote. Como ele nos deixou num ponto relativamente próximo e o guia desceu para nos acompanhar, resolvi não fazer confusão por causa disso.

Apesar dos pesares, recomendo a agência. Em relação ao passeio, se você tiver mais tempo e dinheiro do que eu, é mais interessante ficar dois ou três dias em Angra. Há muito mais a conhecer... Afinal, são 365 ilhas. Preciso voltar!


domingo, 25 de janeiro de 2015

Novo programa imperdível em Salvador: visitar a Casa de Jorge Amado...

Olá, queridos leitores!


Primeiramente, desculpem-me a ausência. Minha vida passou por algumas turbulências nos últimos anos e não tive como escrever. No entanto, uma visita muito especial me fez ter vontade de retomar o blog hoje.

Em novembro de 2014, a família de Jorge Amado, um dos principais escritores brasileiros de todos os tempos, e a prefeitura de Salvador abriram o sítio da família no bairro Rio Vermelho, em Salvador, para visitação. O horário de funcionamento é de sexta a domingo, de 10 às 17h. A entrada custa R$20 inteira e R$10 a meia. Importante: eles não aceitam cartão de crédito nem na portaria nem no café. Portanto, caro viajante, leve dinheiro em espécie para o passeio.

Por que o fascínio?

Entrar no lugar onde Jorge Amado e Zélia Gattai descansavam em Salvador e recebiam amigos e convidados é um mergulho na história da Bahia, e consequentemente, do Brasil. É entender um pouco do sincretismo religioso tão forte no estado, suas raízes e a forma como seus artistas o defendem. Para os que gostam de História, é um passeio indispensável. Para os curiosos, vale a pena. E, para os que ainda acreditam no amor (assim como eu), é um verdadeiro deleite... O amor de Jorge e Zélia transborda por cada canto da casa, por cada carta trocada, por cada sorriso estampado nos porta-retratos, em cada pedacinho do jardim...

Falando em jardim, aproveite para fazer a visita com tempo. O jardim te convida a sentar nos banquinhos e ficar contemplando a natureza, esquecer da vida lá fora e de todos os problemas. Enfim. vivenciar esses minutos em companhia apenas de si mesmo.

A exposição

Os ambientes da casa foram mantidos com seus objetos originais. Assim, o visitante pode conhecer o quarto do casal, o quarto de visita, a cozinha... Além disso, cada ambiente tem um suporte de depoimentos contando causos da vida e da obra de Jorge e Zélia. A coleção de objetos adquiridos durante as viagens e as roupas do casal também enriquecem a amostra.



Serviço:
Casa Rio Vermelho Vida e Obra de Jorge Amado e Zélia Gattai
Rua Alagoinhas, n 33, bairro Rio Vermelho.
De sexta a domingo, das 10h às 17h.
R$20, R$10 (a meia).



domingo, 11 de novembro de 2012

Guia de hospedagem do Jornalista de Férias Natal/RN

Olá, amigos viajantes!

Nessa longa jornada de viagens, a gente acaba conhecendo um pouco dos hotéis por onde passa. Assim, nada mais justo do que compartilhar com vocês uma pequena avaliação dos lugares onde já fiquei hospedada. Vou começar por Natal e depois comento outros destinos, ok?

  • Natal/RN
Holiday Inn Express Natal - Adoro esse hotel. A tarifa não é cara, a localização é maravilhosa (na Praia de Ponta Negra) e o café da manhã é justo. Vale ressaltar que o frigobar não vem abastecido. Mas há uma lojinha de conveniência na recepção, o que não torna isso um problema. Ponto positivo: o quarto é agradável. Ponto negativo: a acústica dos quartos. Se você estiver lá numa sexta à noite, é capaz de escutar os shows dos barzinhos da vizinhança de camarote da sua cama.


Imirá Plaza Hotel - Quando fiquei hospedada no Imirá, eu nem sonhava em escrever sobre viagens num blog. Faz algum tempo. Então, vou falar apenas do que tenho certeza. O hotel tem uma super estrutura, piscina com vista para o mar. Assemelha-se bastante a um resort. Pontos negativos: o valor da diária é bem salgado e a localização não é legal, pois fica na Via Costeira. Se você vai para Natal, fique em Ponta Negra.

Piscina do Imirá Praia Hotel


Delphia Marsallis - O Delphia tem funcionários super atenciosos, localização mais do que recomendada (também fica em Ponta Negra) e o seu grande diferencial é oferecer hospedagem em flats. Os quartos são bons. Já a piscina poderia ser melhor. Se bem que a vista é impagável... O café da manhã é apenas razoável. Poderia ser melhor. Ponto negativo: o preço!











 Delphia Marsallis









Pousada Sesc Ponta Negra - A Pousada Sesc Ponta Negra consegue ter duas coisas super importantes quando falamos em hospedagem: um ótimo preço e uma excelente localização. Os quartos e o café da manhã são justos para o valor pago.  Vale ressaltar que os quartos são simples. Afinal, é uma pousada. Ponto negativo: como são poucos quartos, é difícil conseguir reserva.


Qual escolher? 


Se eu fosse viajar com a turma, com pouca grana e querendo apenas um lugar bacana para dormir, com certeza, escolheria a Pousada Sesc Ponta Negra. É o melhor custo benefício. Se eu fosse viajar em família (tipo casal e dois filhos) e quisesse economizar na comida, talvez o Delphia fosse uma boa opção. Poderia ficar todo mundo no quarto e eu poderia cozinhar.
Para quem faz pacotes para grupos e vai com todos os passeios já fechados (ou seja, não vai precisar pegar táxi), o Imirá é uma excelente opção. Até porque os hotéis negociam o valor da hospedagem para grupos grandes. Por fim, para viagens a negócio e a dois, eu escolheria o Holiday Inn.

Espero ter ajudado! Beijos = )

Serviço:

Delphia Marsallis
http://rededelphia.com/redes/delphia-marsallis-ponta-negra-flat/

Imirá Hotel
 http://www.imiraplaza.com.br/

Pousada Sesc Ponta Negra
 http://www.sescrn.com.br/pousada.php

Holiday Inn Natal
http://holidaynatal.com.br/

 



sábado, 21 de abril de 2012

Laguna - como chegar e onde ficar?

Olá, amigos viajantes!

Vou aproveitar o feriado para deixar o blog bem atualizado. Laguna, nosso destino virtual de hoje, é uma cidade que fica no Sul de Santa Catarina, distante uns 118 km de Florianópolis. Ou seja, umas duas horas e meia de ônibus. Laguna é uma cidade nacionalmente conhecida como a terra de Anita Garibaldi e também como o local onde portugueses e espanhóis passaram a linha imaginária ao sul ao assinarem o Tratado de Tordesilhas. De acordo com os próprios moradores, a cidade é super badalada no verão (de janeiro até a Quarta-Feira de Cinzas) e, no inverno, some do mapa. Tem como atrativos turísticos a Casa de Anita Garibaldi, o Centro Histórico, o Farol de Santa Marta e a Praia do Mar Grosso.  Laguna é aquela cidade de veraneio, ponto de encontro da juventude no verão (dos guris e das gurias). Ou seja, se você está no Sul do Brasil, precisa conhecer esse Carnaval.


Como chegar

Não tem muito segredo para chegar de ônibus até Laguna. Se você for de avião até Florianópolis, pegue um ônibus coletivo na saída do aeroporto (um pouco mais à frente da saída de desembarque) até a rodoviária local. Gente, o aeroporto de Florianópolis é pequeno. Não tem como se perder. Ah, e a coisa mais fácil é pegar o ônibus que vai do aeroporto até a rodoviária. Esqueci do nome da linha, mas é só chegar lá e perguntar. A tarifa custa R$2,90 enquanto um táxi  fazendo esse trajeto custaria uns R$40.
Ao chegar ao terminal rodoviário, você tem duas opções: ou você compra sua passagem na Eucatur ou na Santo Anjo. Se você gosta de se planejar com bastante antecedência, as duas empresas disponibilizam horários e bilhetes na internet. Vale ressaltar, no entanto, que é arriscado comprar a passagem de ida pela internet, pois se seu voo atrasar, você corre o risco de perder o trecho. Nesse caso, é bom comprar o bilhete com alguma folga de horário.

Eucatur ou Santo Anjo?

Uma passagem pela Eucatur (de Floripa para Laguna) custa R$26.47. Já a passagem pela Santo Anjo custa entre R$26,47 a R$28,06 (dependendo do horário). Bom, fui de Eucatur e voltei de Santo Anjo. Portanto, posso avaliar as duas empresas. O ônibus que peguei de Floripa para Laguna ia para Porto Alegre. Acho que, por ser uma viagem interestadual, o ônibus era de última geração. Super confortável, com semi-leito e dois andares. Fui na parte de cima e amei! Uma das minhas melhores viagens de ônibus. Já a volta, pela Santo Anjo, foi num ônibus meio velho, sem semi-leito e sem dois andares. Acredito que isso aconteceu por ser um ônibus que estava fazendo uma rota interna em Santa Catarina. Nesse caso, a vantagem da Santo Anjo é a variedade de horários. Portanto, se você tiver oportunidade, vá de Eucatur. Caso contrário, aproveite os horários disponíveis pela Santo Anjo.

 Onde ficar em Laguna?

Bom, durante o Carnaval, a melhor opção para quem quer curtir a badalação é ficar nas intermediações da Praia do Mar Grosso. No entanto, se você precisa dormir, escolha outra localização. Uma boa opção para os foliões é o Hotel Atlântico Sul. De longe, ele me pareceu o lugar mais badalado da cidade. Como vocês sabem, eu fiquei em casa alugada. Em Laguna, várias famílias alugam suas casas durante o Carnaval para grupos de jovens. A cidade recebe muitos foliões de outras cidades de Santa Catarina (como Criciúma e Lages), mas também recebe muitos cariocas, paulistas, mineiros e gaúchos. Ah, e esse ano ela recebeu uma cearense = )

O que comer e onde comer? 

Perto da Praia do Mar Grosso, há vários restaurantes e lanchonetes. Para almoçar, recomendo o Restaurante do Hotel Atlântico Sul. Lá é self service e o preço é justo (vale lembrar que você está no Sul do país, onde temos um custo de vida maior). Para jantar, você encontra várias pizzarias na região. Há ainda uma sorveteria em frente à Praia do Mar Grosso que é uma ótima opção para os lanches.

SERVIÇO

Um site que foi muito útil para mim nessa ida ao Sul do País foi o guia de Santa Catarina:
http://www.guiasantacatarina.com.br/
Ah, tem também o guia Florianópolis:
http://www.guiafloripa.com.br/
Eucatur
https://www.eucatur.com.br/
Santo Anjo

www.santoanjo.com.br





sexta-feira, 20 de abril de 2012

Algumas considerações sobre uma viagem maravilhosa a Santa Catarina

Olá!

Neste Carnaval, resolvi mudar. Decidi não ir para Olinda, uma das grandes paixões da minha vida. Confesso que não foi fácil esquecer do sobe e desce na Ladeira da Misericórdia. Mas eu queria mudar. Talvez seja o mal dos geminianos - a mesmice não me atrai.

Comprei a passagem para Florianópolis meio que na roleta russa. Entrei no site de uma companhia aérea que estava com tarifas promocionais, procurei por alguns destinos que tenho vontade de conhecer e escolhi a partir do princípio do melhor "custo/benefício". Foi assim, meio despretensiosamente, que nasceu a minha aventura por Santa Catarina.

Vale ressaltar, no entanto, que neste primeiro post não vou me aprofundar em dicas do que fazer ou não no Estado. Prometo, caro leitor, que - em breve - faço minhas considerações sobre o turismo no local.

Mas voltando para essa que (até agora) foi a viagem mais louca da minha vida, louca porque saí de verdade da minha zona de conforto. Depois que comprei a minha passagem por impulso, convidei alguns amigos para me fazerem companhia. Afinal, o Carnaval não é a data mais adequada para uma mulher viajar sozinha. O fato é que não consegui companhia para a minha empreitada e só me restava criar coragem, planejar a viagem e cair na estrada SOZINHA.

Nisso, um amigo de São Paulo sugeriu que eu passasse o Carnaval em Laguna, litoral sul de Santa Catarina. Pesquisei e descobri que Laguna tem o melhor Carnaval dessa região. Ainda pela internet, achei um grupo que estava dividindo uma casa na cidade e, na cara de pau, perguntei se ainda tinha vaga. Acabou dando certo e fui "aceita" na casa. Bom, meu planejamento ficou mais ou menos assim: dois dias em Laguna, dois em Floripa e um no Beto Carrero.

Depois disso, o desafio era descobrir como chegar à tal Laguna e estar disposta a encarar qualquer imprevisto que aparecesse. E lá fui eu, com o friozinho na barriga de quem não sabe o que vai encontrar pela frente e com a sensação maravilhosa de me surpreender com o imprevisível, seguindo sozinha para o meu destino.

Linda Laguna - muito prazer em te conhecer
E quer saber? Apesar de ninguém entender ao certo o que uma cearense queria  viajando sozinha para passar o Carnaval no sul de Santa Catarina, minha viagem foi ótima. Fui super bem recebida pela moça responsável pela casa, a Agna (hoje minha amiga), e por todo o grupo da casa.  Em breve, conto mais detalhes das minhas aventuras pelo Sul do Brasil.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

O que você precisa saber antes de ir a Fortaleza?

Olá, amigos viajantes!

Tenho percebido que muita gente entra no blog atrás de informações sobre Fortaleza, minha querida terra. Bom, então, vou dar algumas dicas interessantes para quem vem passar as férias por aqui.

(Fonte da foto: O Nordeste).

1° - A primeira coisa que você tem que saber é que as praias mais belas do Ceará não estão em Fortaleza. Portanto, tente passar muitos dias por aqui para você conhecer algumas das praias mais lindas do mundo.

2° - O ingresso para o Beach Park custa R$130 (o adulto). E as coisas lá dentro também são bem caras. No entanto, vir a Fortaleza e não visitar o Beach Park é como ir ao Rio e não passear pelo Pão-de-Açúcar.

3° - Evite visitar Fortaleza no mês de março (é o mês em que mais chove na cidade);

4° - Se você gosta de folia, escolha outra capital para passar o Carnaval. Se gosta de sossego, Fortaleza é o lugar ideal.

5° - Não deixe de ir aos restaurantes "Coco Bambu" e "Docentes e Decentes". No "Coco Bambu", você encontra os melhores pratos à base de frutos do mar. No "Docentes",você saboreia o tradicional feijão verde e o maravilhoso baião-de-dois (comidas bem cearenses).

6° - Se você tiver tempo, deixe para comprar as lembrancinhas no Mercado Central. Apesar da "Feirinha da Beira-Mar" ser super movimentada, no Mercado Central, você tem uma variedade maior de produtos e consegue barganhar um preço melhor.

7° - A Beira-Mar de Fortaleza é um lugar muito lindo, com pessoas fazendo cooper e andando de bike. Mas, se você acha que aquele é o "way of life" do fortalezense, está enganado. Quer ver a Fortaleza não-turística? Vá à Praça do Ferreira ou para a Praça José de Alencar. Detalhe: deixe máquina e objetos de valor no hotel.

8° - Você sonha em ir ao Pirata Bar para conhecer a melhor segunda-feira do Brasil? Ok, pode ir. Mas só dá turista, viu? Se eu não fosse fortalezense, com certeza, adoraria esse passeio. Portanto, não deixe de conhecer.

9° - A empresa "Guanabara" dispõe de alguns ônibus executivos que fazem rotas turísticas. Vale muito a pena para quem é de fora, pois os ônibus têm bom estado de conservação, ar-condicionado e não são tão lotados.

10° - Aproveite cada dia da sua estada em Fortaleza. As pessoas são bem receptivas e há muitas opções de lazer. É preciso tomar cuidado em algumas circunstâncias (evitando andar com muito dinheiro e objetos de valor). No mais, você vai amar! = )

Em breve, trago outras dicas = )

SERVIÇO:

Restaurante Coco Bambu Fortaleza Mucuripe

http://www.restaurantecocobambu.com.br/fortaleza.php

Restaurante Docentes e Decentes
R Ana Bilhar 1445 - Meireles - Fortaleza, CE
Telefone: (85) 3267-4855

Beach Park
http://www.beachpark.com.br/site/pt/home/home.asp

Pirata Bar
http://www.pirata.com.br/

domingo, 29 de janeiro de 2012

O que fazer num domingo em SP?

Olá, amigos internautas!

Hoje, vamos voltar para a nossa aventura de um fim de semana em SP. Vocês já devem ter lido o post anterior, no qual relato tudo que deu para fazer numa tarde e numa noite de sábado na capital paulista.

Antes de falar sobre as minhas aventuras de domingo, preciso dar uma dica super importante para meus amigos viajantes. Sofri bastante por causa do estilo de roupa que levei para essa viagem. De acordo com a minha amiga quase paulistana (a Débora), em São Paulo, o estilo despojado impera. Como eu tinha levado uma coleção de vestido e sandálias altas, quebrei a cara.

Pois bem, nosso domingo começou com uma visita à Igreja da Sé de São Paulo. De arquitetura belíssima e estilo imponente, o templo é parada obrigatória para quem quer mergulhar na História da cidade. Além disso, a Praça da Sé (onde a Igreja fica localizada) foi palco de importantes eventos políticos do Brasil, como a manifestação das "Diretas Já". Se você tiver a oportunidade de ir num domingo, o passeio ainda será mais mágico.


Depois disso, fomos tomar café no bairro da Liberdade (maior comunidade japonesa fora do Japão).E, honestamente, o lugar é de uma riqueza imensurável. Lá, paramos na Bakery Itiriki, uma espécie de tortura para qualquer pessoa que queira emagrecer. No local, pães, salgados, muffins, tortas, bolos e doces estão ao alcance do consumidor. É só escolher o que cabe no seu bolso e o suficiente para matar a sua fome. O local é super indicado nos guias da cidade, a comida é maravilhosa, mas o estabelecimento tem seus pontos fracos.

Primeiro: É proibido fotografar o estabelecimento (uma super besteira).
Segundo: O caixa fica embaixo e a parte de bebidas em cima. Ou seja: se você resolve comprar uma garrafinha de água depois de tomar seu café-da-manhã, você vai ter que descer a escada e pegar a fila do caixa novamente. E vai receber seu produto lá em cima.

Apesar do tom meio "arrogante" do local, vale muito a pena uma parada no Bakery Itiriki. Escolhi um salgado de forno, um cappuccino e um doce para eu levar. Lembro que perguntei para a balconista qual era o doce mais vendido. Ela me recomendou a "Tentação de Morango".

Com minha "Tentação de Morango" na embalagem para viagem, voltei ao meu passeio pela Liberdade. Nisso, em alguma circunstância que não lembro, pedi para a minha amiga segurar a minha sacolinha(junto com o doce que ela também tinha pedido para ser embalado para viagem). Bom, ela misturou os saquinhos e, para meu desespero, acabou dando a minha bomba calórica para um pedinte. = / Não preciso nem dizer o quanto o pedinte ficou feliz e se exibiu para quem passava por ele com a Tentação de Morango.

Enfim, era preciso seguir em frente e esquecer dos doces calóricos do bairro japonês. Fizemos algumas comprinhas por lá (vale ressaltar que o local vende mais produtos chineses do que japoneses)e fomos ao Parque do Ibirapuera.


O Ibirapuera é tão a cara de São Paulo quanto a Paulista. Lá, descobri o que é passar um domingo no parque e o quanto isso faz parte da cultura paulistana. O local estava lotado de famílias, crianças, grupos de amigos, casais. Além disso, o parque é super democrático, pois você encontra representantes de várias "tribos" por lá. Só não consegui experimentar o passeio de bike, pois eu estava com uma mochila enorme nas costas e, assim como tudo em São Paulo, a fila estava enorme.

Por fim, fomos a um sertanejo para encerrar a noite de domingo. No entanto, o local estava meio esvaziado. De duas uma: ou as pessoas não são tão fãs de sertanejo como eu pensava ou, dia de domingo à noite, o paulistano não vai a baladas. Bom, pessoal, essa foi a minha aventura em São Paulo.Ah, e um recado para a minha amiga: "Não fiquei com raiva por você ter dado a minha Tentação de Morango, mas você me deve um doce na próxima vez que eu for a São Paulo". = D

SERVIÇO

*Bakery Itiriki
http://bakeryitiriki.com

sábado, 21 de janeiro de 2012

O que fazer num final de semana em SP?

Olá, amigos viajantes...

Há uns dois finais de semana, consegui andar por São Paulo sem estar apressada. Eu fui para conhecer um pouco dos hábitos dos paulistanos e para ver o que se pode fazer na maior cidade do Brasil. Graças à hospitalidade e à companhia da minha amiga Débora Soares, consegui fazer, em um único final de semana, o que muita gente não consegue em uma semana inteira.

Eu já cheguei por lá no sábado à tarde. Com uma chuva inesperada e alguns atrasos, perdi a minha tão esperada visita de compras na 25 de Março. Fiquei um pouco decepcionada, confesso, mas não deixei isso estragar o meu final de semana (a chuva acabou mesmo foi com a minha escova).

Enfim, o primeiro programa que a minha amiga propôs foi uma volta pela Av. Paulista (tida por muitos como o coração de São Paulo). Antes de chegar à Paulista, ganhei um passeio de metrô (meio de transporte super utilizado por quem vive em SP). Foi a minha primeira experiência andando de metrô, mas confesso que não gostaria de andar num às 7h de um dia útil. É super lotado e os palistanos estão sempre correndo contra o tempo. Mesmo sendo num sábado fim de tarde, a estação estava super movimentada e, por incrível que pareça, ainda encontramos alguns apressadinhos.

O bom de você visitar uma cidade com alguém que mora nela é entender um pouco dos códigos de conduta daquele local. A minha amiga logo me ensinou a regra básica da boa convivência em SP: se você não está com pressa, mantenha-se sempre à direita (seja numa escada rolante, no meio da rua ou dirigindo). Na minha terra, por exemplo, isso só se aplica ao trânsito...

Pois bem, na Paulista, parei para tirar fotos com a plaquinha da rua, em frente aos grandes bancos e ainda aproveitei o que sobrou das decorações de Natal. Passear pela Paulista num sábado à tarde é bem agradável. Não senti o mesmo medo que sentiria se eu saísse andando na Praça do Ferreira em Fortaleza no mesmo horário.

Na Paulista mesmo, entramos num shopping com várias livrarias (uma grande tentação para qualquer "intelectualcult"). É lá, por exemplo, que fica a sede da Livraria Cultura. Bom, nem preciso dizer a vocês que me deliciei por lá (principalmente nas seções de História, Comunicação e Idiomas). Acho que a seção de História da Livraria Cultura equivale a todo o acervo da Livraria Lua Nova em Fortaleza, rsrs...

Da Cultura, fomos à Starbucks. Se você está fazendo regime, não faça esse passeio. Ele é um dos mais calóricos. A Starbucks é uma rede de cafeterias super famosa no mundo e também bastante recomendada entre os "cults". Experimentei um frappuccino e um muffin de queijo. Isso significa que o meu regime foi por água abaixo nas minhas primeiras horas em Sampa.

De lá, fomos para Higienópolis - um dos bairros que mais gostei em SP. Ah, eu bem que poderia morar lá. Mas descobri que é um bairro de ricos. Ou seja, um dos mais caros da cidade. Enquanto eu fazia compras e me divertia no shopping do bairro, um condomínio de luxo do local era assaltado. (Eu liguei toda feliz para a minha irmã dizendo que estava num bairro maravilhoso e ela disse: tá passando agora no jornal que teve um assalto nesse lugar, rs). Bom, nossa aventura terminou em Higienópolis com um jantar no Outback (outro lugar que super recomendo). Como esse post ficou muito longo, depois escrevo sobre as minhas aventuras de domingo em SP. Abaixo, vai uma lista com os endereços dos lugares que passei. Beijos = )



Shopping Higienópolis à noite


Algumas dicas:

*Bilhete de metrô - R$2,90 por trecho (você compra na própria estação).

*Livraria Cultura
Av. Paulista, 2073

01311-940 - Bela Vista - São Paulo - SP
Horário de Funcionamento:
Segunda a Sábado - 9h às 22h
Domingos e Feriados - 12h às 20h
http://www.livrariacultura.com.br

*Starbucks
http://www.starbucks.com.br

*Outback Higienópolis
Avenida Higienópolis 618 - Piso Veiga Filho
expansão - lojas 1013 a 1015
Cep: 01238-000 – Higienópolis - SP
http://www.outback.com.br


quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Um balanço das viagens de 2011 e os lugares que quero conhecer em 2012...


Olá, amigos viajantes!

É verdade que, em 2011, eu deixei a desejar no blog. Quase não postei nada. No entanto, vocês já sabem o real motivo disso ter acontecido. Mas, deixando a minha ausência do mundo virtual de lado, em 2011 conheci muitos lugares bacanas e vale a pena fazer um breve resumo para vocês.

Dos lugares que eu queria ter ido e realmente fui:

1° São Paulo - Eu tinha cinco metas para 2011. Mas só consegui cumprir uma. O único lugar que eu gostaria de ter ido em 2011 e realmente fui foi São Paulo. Foram, ao todo, três viagens, quase 15 dias hospedada e uma certeza: não deu para conhecer nada da maior capital do Brasil. Não conheço a Paulista, não conheço a Ipiranga, nem a Avenida São João... Posso dizer que conheço os aeroportos de São Paulo. Ah, fica uma dica para os viajantes neófitos que vão a São Paulo: evitem voltar na sexta-feira! O trânsito no caminho dos aeroportos é simplesmente cruel! Se você não puder evitar esse dia, saia com muito, mas muito tempo de antecedência.

Dos lugares que eu queria ter ido e não fui:

2° Brasília vai ficar para 2012, quiçá 2013. A capital federal perdeu espaço nos meus sonhos. Deixou de ser prioridade e só deve voltar para a lista daqui a um bom tempo.

3° Minas bem que merecia uma visita, mas ainda não deu. Toda vida que procuro por promoções, a passagem para lá está cara. Além disso, toda vez que um amigo vai para Minas, falta tempo na minha agenda para eu acompanhá-lo. Sendo assim, Minas e suas lindas cidades históricas vão continuar fazendo parte apenas do meu imaginário.

4° Curitiba foi outro destino que perdeu espaço nas minhas prioridades. Também deve rolar lá para 2013. Meu interesse na capital que tem a melhor qualidade de vida do Brasil ainda é grande. E, assim que eu tiver grana e companhia, apareço por lá = )

5º Buenos Aires - Eu bem que tentei passar o Réveillon em Buenos Aires, mas me faltou companhia. Mesmo assim, vale uma dica a respeito do destino: em meses como março e abril, você consegue comprar pacotes bem mais em conta. Fiz uma projeção de viagem para lá por cinco dias/quatro noites com passagem (partindo de Fortaleza) e hospedagem, além de transfer e show de Tango. Em dezembro, saía mais ou menos por R$2.600. Para abril, saía em torno de R$1.600. Isso mesmo: uma economia de mil reais por pessoa!

Dos destinos que não estavam na lista e que conheci:

1° Club Med Trancoso - Assim como todo resort, a diária do Club Med é bem salgada. Vale a pena para quem quer uma viagem inesquecível para turma do colégio ou da faculdade. Vale a pena também para casais em lua-de-mel. A decoração do lugar é simples e rústica, bem diferente do que se espera de um resort. Mas, nem por isso, o hotel deixa de ter o seu charme. Pontos positivos: a comida é maravilhosa, e a vista da piscina é sensacional! Se quando você estiver hospedado lá, um senhor com sotaque estrangeiro te oferecer pães doces, saiba que ele é o grande responsável por todo o cardápio do Club Med Trancoso. Ah, e os pães de chocolate são deliciosos!

2° Teresina/PI - Tudo bem que Teresina não tem quase nenhuma vocação turística. Mas, se alguém precisar visitar a cidade, aqui vão algumas dicas básicas: evite ir no segundo semestre do ano, pois a temperatura sobe bastante. Além disso, a cidade tem pouquíssimas opções de hospedagem. Uma boa saída é o Rio Poty Flat. A diária não é cara, e os quartos são limpos e espaçosos.

3° São Luís/MA - Acho que São Luís foi a cidade que mais visitei este ano. A melhor coisa que você tem a fazer numa viagem para São Luís é ficar, no máximo, cinco dias por lá. Reserve um final de semana para você conhecer os Lençóis Maranhenses (que estão localizados no município de Barreirinhas) e, no restante do tempo livre, tire para conhecer a capital maranhense.

Dos lugares que não eram prioridades e agora não saem da minha cabeça:

Ainda faltando alguns dias para 2012, já tenho algumas passagens compradas, um destino diferente para o Carnaval e uma loucura a ser concretizada. No próximo ano, vou tentar conhecer alguns destinos mais culturais de São Paulo, vou passar o Carnaval em Santa Catarina e tentarei me aventurar na Europa, precisamente por Paris. Queridos leitores, eis que apresento a vocês a minha missão 2012: juntar várias moedas e me mandar para França! Bom, o primeiro passo eu já dei: tirei meu passaporte = )

Acho que era isso. Desejo a todos um ótimo 2012, muitas viagens e muitos sonhos concretizados!

Ass: Lidiane Owen

sábado, 20 de agosto de 2011

O melhor de Porto de Galinhas: mergulho com cilindro!





É incrível como cada viagem pode trazer uma experiência nova e única. Tive uma surpreendente e agradável surpresa ao conhecer Porto de Galinhas em Pernambuco. Como toda e qualquer cearense, sou super exigente com praia. O motivo é simples: o Ceará tem um litoral belíssimo. Sendo assim, nenhuma das praias de Porto de Galinhas me encheu os olhos. Mas há algo que Porto de Galinhas oferece aos visitantes que é impagável: o mergulho de cilindro!

Eu nunca havia mergulhado, mas sabia que ir a PG e não mergulhar era um desperdício. Eu só não tinha conhecimento que a maioria das pessoas faz mergulho de Snorkel e não de Cilindro. Sem me atentar para a diferença entre essas duas modalidades, comprei por um site de compra coletiva um pacote que incluía mergulho de cilindro + cd com fotos.

Assim que eu cheguei ao meu destino turístico, procurei me informar mais a respeito da empresa pela qual eu iria fazer o tal mergulho. Me informei sobre a modalidade e também a respeito da mecânica do mergulho. Foi aí que a minha ficha caiu. Eu ia descer a oito metros abaixo do nível do mar... Mas não dava mais para ficar com medo! Eu tinha que passar confiança para a minha mãe e para o meu tio, que iriam fazer o mergulho comigo e por minha causa.

Para mergulhar em qualquer lugar, é preciso observar a lua, o nível da maré, além de ficar atento à previsão do tempo. Procure mergulhar num dia de maré baixa e sem chuva, pois a visibilidade na água é muito melhor. Tivemos sorte. A noite que antecedeu o mergulho foi de lua cheia. Além disso, mergulhamos no horário de maré mais baixa do dia.

O MERGULHO

Fiz o mergulho pela empresa Ocean Dive, que fica numa casa simples na Rua dos Navegantes em Porto de Galinhas. O passeio custa em baixa estação entre R$ 80 e 90 reais. Na alta, sai por R$120. Você ainda tem a possibilidade de procurar alguma oferta da empresa por um site de compras coletivas. No meu caso, o passeio saiu por R$48. Antes de comprar o mergulho pela internet, no entanto,verifique se você realmente poderá estar na cidade no período em que seu cupom tem validade. É importante também que você tente descobrir se a empresa é bem vista por outras pessoas que já mergulharam por ela. Com a Ocean Dive, não tive nenhum problema e super recomendo o mergulho. Faço apenas uma observação: ninguém sai bonito em foto de mergulho.

Antes de cair na água, tivemos um treinamento em solo sobre comunicação durante o procedimento. Aprendemos também a respeito dos equipamentos que iríamos usar. E tivemos ainda uma aula sobre respiração com cilindro. Depois da aula teórica na sede da empresa, fomos (a pé mesmo) até o ponto de partida das jangadas. Pegamos uma jangada e fizemos um mergulho inicial: treinamento de respiração já em alto mar. Tive dificuldades para pegar o macete da respiração, mas depois foi tranquilo. O mergulho, em si, dura cerca de trinta minutos. Normalmente, desce um instrutor por casal (eu preferia que fosse um instrutor por pessoa, pois nem todo mundo viaja acompanhado). O instrutor vai guiando você. Tudo que você precisa fazer é apreciar a beleza que o fundo do mar pode oferecer.

Tente não pensar a quantos metros de profundidade você já desceu. Isso faz com que você fique nervoso. Aprecie e curta cada momento, pois passa rápido... Enquanto isso, a equipe de mergulho tira algumas fotos suas (muitas toscas, mas tudo bem). Enfim, mergulhar foi uma das melhores experiências da minha vida. Fico feliz por ter proporcionado esse momento também para a minha mãe. Ela, infelizmente, ficou nervosa e subiu logo, mas teve todo o apoio dos instrutores.

Boa semana a todos e espero que tenham gostado das dicas.

SERVIÇO:

Mergulho em Porto de Galinhas
Empresa: Ocean Dive
Endereço: Rua dos Navegantes 43
Valor: depende da época do ano e das promoções. Varia de R$ 48 a R$120;
Contato: (81) 7811-8056 / (81) 9296-7750 (Tentem falar com o Sandro - ele é mais legal do que o outro dono).

domingo, 29 de maio de 2011

O que fazer ou não em São Luís/MA???

Meus amigos viajantes,

visitei São Luís a trabalho. Aproveitei e paguei uma diária do meu bolso para aproveitar a cidade. Seguem, abaixo, algumas considerações a respeito da capital do Maranhão.

Breves considerações...

A cidade de São Luís tem uma riqueza cultural ímpar no Brasil, principalmente por ter sido fundada pelos franceses. Um misto da influência das culturas afro, indígena, francesa, holandesa e portuguesa é o que podemos sentir no famoso Centro Histórico local.



O que você deve saber antes de ir...

Os Lençóis Maranhenses formam o destino mais importante do Maranhão. No entanto, para visitar o local é preciso tempo... O chamado bate-e-volta sai às 5h e volta às 21h. O passeio custa R$ 140 e é feito pelas agências locais... (Só para constar: como fui a trabalho, não tive como fazer o passeio = /)

HOSPEDAGEM:

Fiquei hospedada no Quality Grand Hotel de São Luís. O hotel fica bem ao lado da Catedral de São Luís, no Centro Histórico. Destaques para o design interno do local, para as áreas de convivência e para o atendimento.

Pontos negativos: o hotel fica no chamado "lado antigo" da cidade. Assim, quem vai a passeio e em busca de diversão deve ficar em hotéis da orla. Já quem vai a trabalho, o Quality é uma boa opção.


O QUE VISITAR EM SÃO LUÍS


O Centro Histórico é parada obrigatória para quem vai a São Luís. Há uma parte mais boêmia - com cinemas, teatros, vendas e barzinhos - que é chamada de Reviver. Essa é uma ótima opção para se fazer um passeio no fim de tarde, provar umas guloseimas locais e terminar o dia em um desses barzinhos.

Conhecer a avenida Litorânea também é obrigatório para quem vai a São Luís. Uma boa dica é almoçar no restaurante "Cabana do Sol". O ambiente é ótimo e o local é super bem frequentado. No entanto, é preciso preparar o bolso $$$.

Por fim, vale muito a pena ir para a Lagoa do Jansen. Não pude fazer a tão recomendada visita durante o dia, mas - à noite - o local é point dos melhores e mais badalados barzinhos da cidade. PARA MIM, FOI O MELHOR DE SÃO LUÍS!


ROUBADAS EM SÃO LUÍS


- O barzinho mais charmoso do Reviver é também o que tem a dona mais prepotente. No bar - chamado "Antigamente", você paga R$ 6,00 por uma cerveja, mais 10% do garçom, mais o couvert. Ah, e se você não quiser pagar o couvert (que é um direito seu), a dona do estabelecimento vai tentar te obrigar. Ah, sem contar que o banheiro de lá é totalmente sem estrutura. O banheiro é de bem ANTIGAMENTE!


- O aeroporto de São Luís também não é nada convidativo. Mesmo antes de estar em reforma, ele parecia mais uma rodoviária do que um aeroporto. Atualmente, os passageiros têm que ficar numa tenda (sensação muito estranha).

- Não é muito seguro andar pelo Centro Histórico sozinho à noite. Tente evitar.

Bom, pessoas, essas foram algumas dicas sobre São Luís. Devo voltar lá em breve. Esperem novidades! Beijos

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Voltei... E já conheci Sampa...

Oi, pessoas! Quanta saudade da minha vida virtual! Quanta saudade do meu blog! Faz algum tempo (na verdade, bastante tempo) que não posto! Mas tenho uma explicação: mudei de emprego... Mudei completamente de vida! Estou num momento bem especial da minha vida profissional. Mas como toda mudança traz o novo, o diferente, tive que me dedicar exclusivamente a essa nova vida. Agora, como já estou mais acostumada, espero dar continuidade ao blog...
Lembram da lista dos cinco locais que eu queria conhecer em 2011? Pois bem... Conheci Sampa! = D Na verdade, passei por Sampa. São Paulo é uma cidade tão caleidoscópica que nenhum turista pode se dar o luxo de dizer que a conheceu. SÓ CONHECE SÃO PAULO QUEM NELA VIVE!

Fui duas vezes. Numa, passei dois dias. Na outra, uma semana. No entanto, foram duas viagens a trabalho. Posso dizer que deu para conhecer os aeroportos... Congonhas, Guarulhos e Campinas... Sempre achei que Fortaleza era uma cidade grande... Ficava incomodada quando as pessoas diziam que São Paulo era uma cidade assustadoramente maior... Descobri que elas tinham razão! Em São Paulo tudo é ENORME: o aeroporto, a fila do táxi, a fila para entrar num restaurante, o caminho para voltar para casa... Minha principal diversão por lá era ficar olhando os prédios gigantescos de dentro do táxi e ficar pedindo referências aos taxistas.

Fiquei impressionada com o estilo de vida dos paulistas. Morar em SP significa acordar bem cedo e chegar em casa bem tarde. Não que em Fortaleza isso não aconteça. Eu quase sempre vivi assim por aqui, mas eu era uma exceção... Em SP, isso é regra. Não conheci o Masp, nem a Paulista, muito menos a 25 de Março... Não tive tempo para quase nada... Fiquei hospedada no Jardim Santo Amaro, próximo ao Morumbi, e próximo à sede da empresa para qual trabalho. Não andei de metrô, nem comi pão com mortadela. Não passei pela Maria Augusta. Apesar de tudo isso, a viagem valeu super a pena... Tive a oportunidade de ver São Paulo e de sentir o estilo frenético que se leva na cidade... Se eu trocaria Fortaleza por SP? No coração, jamais... Mas moraria lá com certeza... Na verdade, quero morar = D

Beijos e depois trago mais histórias para vocês!




segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Praia do Espelho - olhe para o céu e agradeça; você é um privilegiado

A cada lugar que conheço, tenho a sensação de que sou privilegiada. Afinal, quantas pessoas têm condições de viajar no Brasil? Pois bem: hoje vou falar de um lugar que eu já deveria ter falado há muito tempo, mas eu hesitava. Eu não queria ser injusta com outros destinos, muito menos com a Praia do Espelho. Antes de discorrer sobre o referido destino, gostaria de justificar a minha postagem voltada ao Sul da Bahia pelo fato de a maioria dos e-mails e comentários que recebo ser de turistas que vão para lá. Assim, nada mais justo do que eu voltar a dar dicas sobre a região.

Nã sei ao certo qual é a distância exata de Porto Seguro à Praia do Espelho. Alguns sites dizem que ela fica a 100 km do aeroporto de Porto. Portanto, um pouquinho longe. A viagem realmente é longa e tem uns trechos desagradáveis (estradas meio esburacadas e lama). Se você for a Porto e perguntar a algum guia da CVC, eles vão te dizer que fazem o passeio raramente e vão te dar um preço bem salgado. Muitos dizem que não vale a pena perder um dia só para conhecer tal lugar. Mas existem as agências locais que fazem o programa por preços bem mais acessíveis.

A verdade é que a viagem sai cara por dois aspectos: a dificuldade de se chegar até lá e a falta de opção de barracas. Para ir até o Espelho, você vai “perder” um dia inteiro da sua viagem. Então, além do transporte, você terá que incluir todas as refeições do dia, o dinheiro da água e o das lembrancinhas. Além disso, faça essa projeção pensando que tudo lá é muito caro. Porque é mesmo. E tem consumação mínima. Na barraca que eu fiquei, era de R$40,00 por pessoa. Um peixe médio para duas pessoas não saía menos do que R$70,00. Ah, fique preparado também para o seu celular não funcionar lá. Algumas operadoras não têm sinal para a região. Se você levar notebook, talvez não fique sem contato. Algumas barracas disponibilizam wireless.

Depois de todas essas ressalvas, você vai me perguntar: e por que mesmo vale a pena conhecer a Praia do Espelho? Apesar de todas as complicações, esse foi o meu roteiro preferido da viagem a Porto. É aquele lugar que, se eu tiver a oportunidade de ir novamente, eu irei. É um daqueles lugares que você fica tão feliz de ter tido a chance de conhecer, que você adoraria levar todas as pessoas que você ama. Com certeza, um dos lugares mais lindos que já fui. Com certeza, um dos lugares mais lindos que você irá conhecer. Se já conheceu, olhe para o céu e agradeça; você é um privilegiado.

Abaixo, os dados da viagem que fiz (foi em agosto de 2010; o preço pode ter sido alterado):

Axé Turismo
Transporte: Van
Duração da viagem Porto – Praia do Espelho: 1h30
VALOR 50.00
Contato: Elenilson
(073)9962 6422 ou 8101 0106